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terça-feira, 29 de maio de 2012

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A RELAÇÃO ENTRE O SETOR ENERGÉTICO E O INDUSTRIAL NO BRASIL.

No Brasil, cerca de 85% da energia elétrica consumida é obtida através do aproveitamento da força hidráulica (energia hidrelétrica). A possibilidade de captação dessa energia é abundante graças à densa rede hidrográfica brasileira, composta principalmente por rios de planaltos extensos e caudalosos.

Entretanto, em 2001, o país enfrentou um racionamento energético, causado, principalmente, pela redução no nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas; além disso, a falta de investimentos em geração e transmissão de energia, aliada com a incapacidade do governo brasileiro em realizar novos investimentos. Essa não possibilidade de novos investimentos explica-se na privatização de Estatais do setor, já defasadas, que encontravam o desinteresse dos compradores em realizar essas inovações tão necessárias. Após o caso da crise energética, foi imposta aos consumidores de algumas regiões a redução de cerca de 20% o consumo de energia, afetando o crescimento econômico do Brasil. A partir desse episódio, o país tem investido em novas formas de produção energética, como as termonucleares, o álcool, o petróleo e o carvão.

Termonucleares:

Atualmente, mesmo tendo um custo muito elevado, a produção de energia nuclear no Brasil corresponde a cerca de apenas 3% do total produzido. As usinas nucleares brasileiras atendem parcialmente a necessidade energética do Estado do Rio de Janeiro. A primeira usina construída foi inaugurada em 1982. Angra 1 foi construída no litoral do Rio de Janeiro. Após gastos da ordem de 10 bilhões de dólares, em 2002 começou a funcionar a usina de Angra 2.

Apesar de custosa e perigosa (vale lembrar o episódio ocorrido com o Césio 137, que foi encontrado num terreno baldio), essa energia é utilizada, também, com fins medicinais, contudo a fiscalização é deficiente.

Proálcool:

O Programa Nacional do Álcool (Proálcool) basea-se em incentivos fiscais, subsídios aos produtores de álcool e empresas automobilísticas. Apesar das críticas (não substitui o petróleo, elevado custo de produção, gera queimadas, desgasta o solo, diminuição na produção de alimentos e a utilização da mão de obras conhecida como “bóias frias”), esse combustível apresenta-se como uma fonte de energia renovável e menos poluidora em relação com a gasolina. Ainda, no Brasil, houve o desenvolvimento de uma tecnologia totalmente nacional na produção de motores que possam utilizar esse combustível.

Petróleo:

A produção e exploração do petróleo no Brasil tornou-se expressiva após os anos de 1970. Através das novas descobertas de jazidas petrolíferas, como o pré-sal, o Brasil vem alcançando a autonomia (em 2003 importou apenas de 10% do petróleo consumido); além disso, há a exploração de novas jazidas e a importação de gás natural vindo da Bolívia, assim diversificando a matriz energética do país.

Carvão mineral:

A deficiência encontrada na exploração do carvão no Brasil, tanto na quantidade, como na qualidade, força a importação de cerca de 50% do carvão consumido no país. Apenas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina a extração é viável economicamente. O carvão extraído em Santa Catarina é de melhor qualidade, mais fácil extração e é destinada à indústria siderúrgica, pois é possível de ser transformado em um carvão de alto teor calorífero, matéria prima necessária à produção de aço (carvão coqueificável: coque).

domingo, 25 de abril de 2010

Brasil: relevo e hidrografia.

Estrutura Geológica e Relevo

Estrutura geológica é a base de um território, corresponde à sua composição rochosa. Já o relevo é a forma apresentada pelo território: planaltos, planícies e depressões.
O território brasileiro é parte integrante da placa sul-americana, localizando-se no centro da placa, impossibilitando assim grandes terremotos e a incidência de vulcanismos. Isso implica na ocorrência, no Brasil, de dois dos três principais tipos de estruturas geológicas existentes.

Bacias sedimentares
As rochas sedimentares são formadas de detritos dos mais variados tipos de rochas, submetidas ao intemperismo. Esses detritos transportados pela água, vento ou gelo, depositam-se em grandes depressões, formando as bacias sedimentares.
Durante a era Mesozóica, durante a formação da bacia sedimentar do Paraná, ocorreu intensa atividade vulcânica no território brasileiro. A partir desses dos derramamentos de petróleo formaram-se as rochas basálticas, cuja decomposição originou-se a terra roxa (solo extremamente fértil), determinando a futura vocação agropecuária do oeste do Estado de São Paulo e do norte do Paraná.
Na bacia sedimentar do Paraná destaca-se também pela existência de um imenso depósito de água potável, o Aqüífero Guarani, um lençol freático de uma área total de 1.200.000 km2, estendendo-se pelas terras brasileiras, além de outros três países vizinhos.

Escudos Crsitalinos
Essa formação geológica corresponde a 36% do território brasileiro. São áreas ricas em ocorrência de minerais de grande valor comercial, podendo, esses metais, serem metálicos (ferroe bauxita) e não-metálicos (granito e pedras preciosas).
É grande a abundância de minerais metálicos no território brasileiro, onde os mais destacados são:
 O ferro, explorado principalmente no quadrilátero ferrífero (MG) e na Serra dos Carajás (PA).
 O manganês, onde as principais jazidas são em Urucum (MS) e na Serra do Navio (AP).
 A bauxita, explorada no vale do rio Trombetas (PA),e a cassiterita (RO e MG)

O Brasil também aparece com o nono produtor mundial de ouro, encontrado principalmente em Minas Gerais e explorado (principalmente em minas clandestinas) no Pará.

Hidrografia brasileira
O Brasil é dotado de uma vasta e densa rede hidrográfica, sendo que muitos de seus rios destacam-se pela extensão, largura e profundidade. Em decorrência da natureza do relevo, predominam os rios de planalto que apresentam em seu leito rupturas de declive, vales encaixados, entre outras características, que lhes conferem um alto potencial para a geração de energia elétrica. Quanto à navegabilidade, esses rios, dado o seu perfil não regularizado, ficam um tanto prejudicados. Dentre os grandes rios nacionais, apenas o Amazonas e o Paraguai são predominantemente de planície e largamente utilizados para a navegação. Os rios São Francisco e Paraná são os principais rios de planalto.

Bacia Amzônica

Sua área de drenagem total, superior a 6 milhões de km2, dos quais 3,9 milhões no Brasil, representa a maior bacia hidrográfica mundial. O restante de sua área dividi-se entre o Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana e Venezuela. O volume de água do rio Amazonas é extremamente elevado, descarregando no Oceano Atlântico aproximadamente 20% do total que chega aos oceanos em todo o planeta. Sua vazão é superior a soma das vazões dos seis próximos maiores rios, sendo mais de quatro vezes maior que o rio Congo, o segundo maior em volume, e dez vezes o rio Mississipi. Por exemplo, em Óbidos, distante 960 km da foz do rio Amazonas, tem-se uma vazão média anual da ordem de 180.000 m3/s. Tal volume d'água é o resultado do clima tropical úmido característico da bacia, que alimenta a maior floresta tropical do mundo. Na Amazônia os canais mais difusos e de maior penetrabilidade são utilizados tradicionalmente como hidrovias. Navios oceânicos de grande porte podem navegar até Manaus, capital do estado do Amazonas, enquanto embarcações menores, de até 6 metros de calado, podem alcançar a cidade de Iquitos, no Peru, distante 3.700 km da sua foz. O rio Amazonas se apresenta como um rio de planície, possuindo baixa declividade. Sua largura média é de 4 a 5 km, chegando em alguns trechos a mais de 50 km. Por ser atravessado pela linha do Equador, esse rio apresenta afluentes nos dois hemisférios do planeta. Entre seus principais afluentes, destacam-se os rios Iça, Japurá, Negro e Trombetas, na margem esquerda, e os rios Juruá, Purus, Madeira, Tapajós e Xingu, na margem direita.
Bacia do rio São Francisco
A bacia do rio São Francisco, nasce em Minas Gerais, na serra da Canastra, e atravessa os estados da 88Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. O rio São Francisco possui uma área de drenagem superior a 630.000 km2 e uma extensão de 3.160 km, tendo como principais afluentes os rios Paracatu, Carinhanha e Grande, pela margem esquerda, e os rios Salitre, das Velhas e Verde Grande, pela margem direita. De grande importância política, econômica e social, principalmente para a região nordeste do país, é navegável por cerca de 1.800 km, desde Pirapora, em Minas Gerais, até a cachoeira de Paulo Afonso, em função da construção de hidrelétricas com grandes lagos e eclusas, como é o caso de Sobradinho e Itaparica.
Bacia Platina
A bacia platina, ou do rio da Prata, é constituída pelas sub-bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, drenando áreas do Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. O rio Paraná possui cerca de 4.900 km de extensão, sendo o segundo em comprimento da América do Sul. É formado pela junção dos rios Grande e Paranaíba. Possui como principais tributários os rios Paraguai, Tietê, Paranapanema e Iguaçu. Representa trecho da fronteira entre Brasil e Paraguai, onde foi implantado o aproveitamento hidrelétrico binacional de Itaipu, com 12.700 MW, maior usina hidrelétrica em operação do mundo. Posteriormente, faz fronteira entre o Paraguai e a Argentina. Em função das suas diversas quedas, o rio Paraná somente possui navegação de porte até a cidade argentina de Rosário. O rio Paraguai, por sua vez, possui um comprimento total de 2.550 km, ao longo dos territórios brasileiro e paraguaio e tem como principais afluentes os rios Miranda, Taquari, Apa e São Lourenço. Nasce próximo à cidade de Diamantino, no estado de Mato Grosso, e drena áreas de importância como o Pantanal mato-grossense. No seu trecho de jusante banha a cidade de Assunción, capital do Paraguai, e forma a fronteira entre este país e a Argentina, até desembocar no rio Paraná, ao norte da cidade de Corrientes.
O rio Uruguai, por fim, possui uma extensão da ordem de 1.600 km, drenando uma área em torno de 307.000 km2. Possui dois principais formadores, os rios Pelotas e Canoas, nascendo a cerca de 65 km a oeste da costa do Atlântico. Fazem parte da sua bacia os rios Peixe, Chapecó, Peperiguaçu, Ibicuí, Turvo, Ijuí e Piratini.

domingo, 28 de março de 2010

Posição Geográfica do Brasil.

O Território brasileiro é o quinto maior em extensão do mundo, com uma área de 8.514.215 km2. A posição geográfica do Brasil define-o como um país ocidental, na porção centro-oriental da América do Sul.

Latitude:

As latitudes explicitam os pontos em graus de um determinado lugar ao longo da superfície terrestre, tomando como referência a Linha do Equador no sentido norte e sul. Os extremos no sentido norte – sul apresentam 4.394,7 Km de distância e são representados pelo:

• Monte Caburaí (RR), ao norte do território, com latitude 5°16’20”;
• Arroio Chuí (RS), ao sul, com latitude 33°45’03”.

A grande distância entre os pontos extremos norte e sul, dão a idéia da grande extensão do território brasileiro (o Brasil é conhecido como “país continental”), pois enquanto o extremo norte é cortado pela linha do Equador, o extremo sul é cortado pelo Trópico de Capricórnio. Essa grande variação da latitude, altera a obliqüidade (inclinação dos raios solares que incidem sobre o território); assim, enquanto grande parte do país registra temperaturas elevados o ano inteiro, o extremo sul tem temperaturas médias anuais mais baixas e maior amplitude térmica anual. Essa variedade de climas favorece uma ampla diversidade de paisagens vegetais no território brasileiro.

Longitude:

As longitudes mostram a posição em graus de um determinado ponto da Terra que tem como referência principal o Meridiano de Greenwich no sentido leste ou oeste. No sentido leste – oeste, o Brasil apresenta 4.319,4 Km de distância, os extremos são:

• Serra Contamana, onde está localizada a nascente do rio Moa (AC), a oeste, com longitude de 73°59’32”;
• Ponta do Seixas (PB), a leste, com longitude 34°47’30”.

A grande extensão lesto-oeste do território brasileiro é responsável pela existência de 4 fusos horários no Brasil. Três desses fusos atravessam o território, e um engloba as várias ilhas atlânticas que também fazem parte do território. Contudo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, sem vetos, a lei que reduz de quatro para três o número de fusos horários usados no Brasil. Assim, os 22 municípios do Acre ficarão com diferença de uma hora em relação a Brasília --hoje são duas horas a menos. Municípios da parte oeste do Amazonas, na divisa com o Acre, sofrerão a mesma mudança, o que igualará o fuso dos Estados do Acre e do Amazonas.
A mudança na lei também fará com que o Pará, que atualmente tem dois fusos horários, passe a ter apenas um. Os relógios da parte oeste do Estado serão adiantados em mais uma hora, fazendo com que todo o Pará fique com o mesmo horário de Brasília.

domingo, 7 de março de 2010

A transformação do mercado de trabalho.

Vitor A. Schutz
Com o final da Segunda Guerra Mundial, o aumento da competitividade obrigou o capitalismo a passar por uma rápida reorganização, que influenciou diretamente na forma de produzir e realizar negócios. Alianças, pactos e, futuramente, blocos econômicos davam os tons das mudanças no panorama econômico.

O trabalho braçal nas fábricas começava a ser substituído por um crescente investimento em tecnologia. Esse afastamento do homem, em relação ao trabalho braçal, fez com que crescesse um setor de serviços conhecido com terciário. Novas relações sociais agora substituíam as antigas relações e formas de empregos. Essa mudança de paradigmas criou a oportunidade de novas profissões. O setor da informática criou nos últimos anos cerca várias novas atividades (programadores, analistas, técnicos, web designers, etc).

Contudo, outros setores tiveram suas representatividades mudadas por completo. Cursos de capacitação e qualificação surgiram em várias áreas, dando estabilidade e novas amplitudes para setores emergentes, que antes eram vistos como secundários, ou mesmo, como antagonista dentro do panorama econômico. O turismo, por exemplo, era considerado de pouca importância como gerador de riquezas, mas hoje, é um dos setores que mais crescem em âmbito mundial. A biotecnologia revolucionou todas as atividades ligadas a ela; a psicologia vem se especializando cada vez mais no que diz respeito às relações trabalhistas.

Todas essas mudanças no mercado de trabalho mudaram também a vida do trabalhador. Locais e horários de trabalhos variados e flexíveis (Home Office), leis trabalhistas, maior e importância na formação e conhecimento dos candidatos a cargos e vagas em empresas, além da capacidade de se adaptar a situações para manter-se empregado.

Entretanto, esse surgimento acelerado de novas vagas no mercado de trabalho, não consegue suprir a quantidade de empregos extintos com as alterações no setor secundário. Nessa batalha campal entre o surgimento de novas atividades e o desaparecimento de outras, a os defensores das transformações, que afirmam que o desemprego não será problema, graças às inovações tecnológicas, que constroem novos ramos e atividades. Já, os críticos veem na exclusão do povo, do mercado de trabalho, o grande fator de desestabilidade social. A única certeza que fica, é que o desemprego será um dos grandes desafios do século XXI.

terça-feira, 2 de março de 2010

Escala Richter

Efeitos do terremoto na escala Richter

Menos de 3,5 Geralmente não é sentido, mas pode ser registrado

3,5 a 5,4 Freqüentemente não se sente, mas pode causar pequenos danos

5,5 a 6,0 Ocasiona pequenos danos em edificações

6,1 a 6,9 Pode causar danos graves em regiões onde vivem muitas pessoas

7,0 a 7,9 Terremoto de grande proporção, causa danos graves

de 8 graus ou mais Terremoto muito forte. Causa destruição total na comunidade atingida e em comunidades próximas